Eu e minha ex-namorada éramos muito amigas antes de sermos namoradas e antes de nos afastarmos quase que completamente. Essa minha história com ela é interessante e bastante forte, mas não vou falar sobre tudo o que aconteceu; não estou afim de “moer” tudo novamente e lembrar de certas coisas que talvez não queira nem pensar.
Todos os dias é de rotina abrir meu Orkut e ir ao Orkut dela, e porque faço isso? Porque simplesmente não consigo esquecê-la e não consigo deixar de amá-la, mesmo depois de tudo que ocorreu, meu sentimento é forte demais, mesmo que eu queira matá-lo, eu simplesmente não consigo; também não consigo deixar de “bisbilhotar” a sua vida, mesmo que seja por uma página idiota de internet, olho seus recados, leio seu perfil inteiro, vejo fotos, vídeos, comunidades, amigos, atualizações e tudo o mais que me é permitido ver. Hoje cumpri minha rotina e lá estava eu olhando toda a sua página, derrepente senti uma vontade imensa de gritar para que ela volte a ser o que era antes, mas isso é impossível; nesse mais de um ano muita coisa mudou e as coisas já não conseguiriam ser como eram antes, infelizmente não conseguiriam.
Queria a menina de volta, aquela menina que sorria com o sem graça e que fazia toda a graça; a menina mimada que me mimava e me deixava mimar; a menina ciumenta que fazia aquelas ceninhas de ciuminho bobo; a menina chorona que me ligava tarde da noite desabafando suas dores; a menina linda que me mostrava suas caretinhas lindas; a menina teimosa que não sabia ouvir um não; a menina surpreendente que me fazia cantar e dançar; a menina carente pra quem eu tentava dar toda a minha atenção; a menina sensível que ouvia minhas poesias; a menina louca que me permitia ser livre; a menina brava que se irritava comigo por um simples recado de uma amiga no Orkut; a menina sincera que falou a verdade para me prevenir; a menina mentirosa que mentiu para não me ferir; a menina-mulher que me tornou o que sou hoje.
Queria um lugar escondido pra chorar, eu pensei que minhas lágrimas estivessem secado, mas não secaram e parece incerto que um dia sequem, não choraria em teus braços, pois essa história parece ser apenas minha.
Apenas Minha!
Choro naquelas noites frias, choro a observar meu teto branco e seco; choro com aquela saudade tão companheira, pois é nesses momentos que devo lembrar que só ela vale à pena. Tu estás tão longe de mim, a conta dessa saudade parece ter ficado pendurada e esquecida naquele velho caderno vermelho de anotações.
Não te tenho porque não posso te ter, és meu passarinho livre que precisa cantar e voar por muitos caminhos, meu passarinho que amei e que continuarei a amar pelo fim da eternidade...
Catarina Oriebir




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